As bandeiras das províncias no Império Brasileiro

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Durante o período monárquico, o Império Brasileiro, era constituído de 20 províncias sendo estas: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Grão-Pará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, São Pedro do Rio Grande (Rio Grande do Sul) e Sergipe. Apesar de a Bandeira do Império ser o símbolo oficial de toas as províncias, cada província tinha uma bandeira própria, especialmente as que tinham divisa com o mar, cujos os galhardetes indicavam a província de origem dos navios mercantes brasileiros, tal informação consta do álbum da Marinha francesa “Pavillons”, de 1858 (Album des pavillons, guidons et flammes de toutes les puissances maritimes).

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Das 20 províncias, 15 fazem divisa com o mar a a província do Amazonas tinha acesso ao mar através do Rio Amazonas, totalizando 16 o número de galhardetes  que identificavam os navios mercantes.  Ocorre que estas bandeiras eram pouco utilizadas, embora incentivadas e, após o Golpe Militar de 1889 e consequente criação das bandeiras dos “estados”, tal como conhecemos até hoje, as bandeiras antigas das províncias se perderam e não chegaram até nós nos dias atuais, por mais que as literaturas nacionais e estrangeiras dão conta de sua existência.

Entretanto, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, encontramos hoje 15 bandeiras, numeradas de 36 a 50,  da Coleção de Carlos Piquet com a rubrica “bandeiras das antigas províncias do Império”, hoje na reserva técnica daquela instituição.  O número de cinquenta provavelmente incluía as bandeiras das 20 províncias, 12 bandeiras históricas de Brasil além de bandeiras de movimentos separatistas, dos monarcas brasileiros e possíveis bandeiras particulares. Fato é que, como eram vinte as províncias do império, quatro destas bandeiras não chegaram até nós.  Sabe-se porém, que Minas Gerais já era identificada pela bandeira da inconfidência há muito tempo e que somente no período posterior ao Golpe Militar de 1889 o triângulo verde foi substituído pelo vermelho e posteriormente acrescentada a frase que o contorna, antes pertencente à bandeira idealizada por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

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Entre as bandeiras da coleção de Calos Piquet e os galhardetes do livro francês, todas seguem um padrão de forma e partição e que todas têm uma versão espelhada, invertida, de alguma forma equivalente como Alagoas / Santa Catarina, Bahia / Rio Grande do Sul, Espírito Santo / Grão-Pará, Sergipe / Paraíba e Maranhão / Piauí, Ceará / Rio de Janeiro. Sabe-se também que, juntamente com a bandeira de Minas Gerais, a deSão Paulo foge aos padrões das demais, sendo a única dividida em quatro palas verticais. Entretanto, as bandeiras das províncias do Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Norte não têm equivalentes entre as quinze encontradas, podendo-se logo concluir que suas equivalentes são as bandeiras das províncias de Goiás, Mato Grosso e Paraná, que juntas com a de Minas Gerais, não constam da coleção de Carlos Piquet nem do “Album des pavillons, guidons et flammes de toutes les puissances maritimessem“. Não se pode, no entanto, afirmar com certeza qual seria a bandeira de cada província, mas muito provavelmente esta associação seria da forma como consta nesta imagem abaixo.

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