Monarcas argentinos ocupam dois dos tronos mais importantes do mundo

O ano de 2013 entrará para a história dos nossos “hermanos” argentinos de uma maneira especial. A Argentina, republicana desde a sua formação, é hoje o país americano que tem mais cabeças coroadas entre seus filhos.  E este feito histórico singular e memorável se deu por via de sucessão natural, comum em uma monarquia. A renúncia de dois dos mais importantes monarcas do mundo, por consciência e compromisso com seus estados, longe de pressões e influências econômicas, políticas ou de qualquer outra natureza, possibilitou a acensão de dois plebeus a dois dos tronos mais importantes do mundo monárquico.

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No dia 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI, em um discurso emocionante e demonstrando grande humildade, nobreza e sobriedade, admitiu não ter mais a força necessária para seguir no papado e renunciou ao trono de Pedro. Em seu lugar, o Sacro Colégio dos Cardeais elegeram, no dia 13 de março, o argentino Jorge Mário Bergoglio, cardeal arcebispo de Buenos Aires. O argentino Papa Francisco, primeiro papa sul-americano, se torna o monarca mais poderoso de todo o mundo, soberano do estado do Vaticano, chefe da Igreja Católica Apostólica Romana em todos os países e continentes do planeta e líder espiritual de um império de quase 2 bilhões de fiéis. O papa argentino, com seu estilo pessoal de origem e influência no modo latino-americano de ser, Inaugura um novo tempo no papado, uma nova forma de “ser monarca”. Recusando crucifixo, anel e trono do ouro, limusine blindada e cerimônia de coroação, substituindo a cerimônia de “beija-mão” por um caloroso abraço ele escolhe para si o nome papal de Francisco, o santo dos pobres e marginalizados e abre mão da pompa e do fausto inerentes ao papado, para se se tornar um papa popular, acessível, simples, preocupado com os pobres, com os marginalizados e comprometido com as questões sociais.  O Papa Francisco anunciou uma reforma histórica na estrutura da igreja, prometendo descentralizar as ações do Vaticano, dar mais autoridade aos bispos de todo o mundo e promover uma maior valorização da mulher dentro da igreja.

rainha_maximaNa Holanda uma mulher argentina foi coroada no dia 30 de abril, junto com seu marido Willem- Alexander, rainha de um dos países mais desenvolvidos do mundo. Após a renúncia da Rainha Beatrix I em favor do filho depois de 33 anos de reinado, a argentina Máxima Zorreguieta Oranje-Nassau foi autorizada pelo parlamento neerlandês a se tornar rainha do Reino dos Países Baixos, ao lado de seu marido, o rei Williem-Alexander. Máxima Zorreguieta tornou-se soberana da Holanda, um dos países com maior renda nominal per-capta, maior IDH, maior índice de democracia, de segurança, de qualidade da educação, de igualdade social e de liberdade econômica do mundo. A princesa Máxima, a partir da coroação do Rei Williem-Alexander, tornou-se Soberana da Holanda, de Aruba, de Curaçao, São Martinho e das Antilhas Neerlandesas, enquanto Beatrix, após 33 anos de reinado, passará a ser chamada de princesa. A rainha Máxima detêm os títulos de princesa de Orange-Nassau, Senhora de Amsberg, Rainha-consorte dos Países Baixos e as honras de Grande Cruz da Ordem da Holanda, Grande Cruz da Ordem da Cruz, Ordem de Honra de Família do Brunei, Grande Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul, Grande Cruz da Ordem de Mérito do Chile, Grande Cruz da Ordem da Adolphe de Nassau, Membro da Ordem da Aztec Eagle, Membro da Ordem da Sultan Qaboos, Dama da Grande Cruz da Ordem de Isabella a Católica, Commandante da Grande Cruz da Ordem da Estrela Polar e Membro da União da Ordem. A monarquia na Holanda tem apoio de mais de 80% da população.

 

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