Morre um rei e um reino na America do Sul

patagonia_e_araucania_2Morreu ontem, dia 5 de janeiro, em Dordogne (França), aos oitenta e seis anos de idade, o Príncipe Philippe Paul Alexander Henry do Reino da Patagônia e Araucania, e com ele o mundo chora a morte de um reino, a única monarquia além do Brasil na América do Sul. Sua Alteza Real, nascido em 19 de fevereiro de 1927, era o herdeiro do Trono do Reino da Araucania e Patagônia – região localizada entre o Chile e a Argentina – desde 12 de maio de 1951, data da abdicação do Príncipe Antoine (1880-1951). Sucessor dinástico de Orélie-Antoine de Tounens (1825-1878), que, em 1860, foi eleito Rei da Araucania e Patagônia, o Príncipe Philippe foi casado e viúvo duas vezes mas não teve filhos e nem há outro herdeiro ao seu trono, morrendo com ele  a linhagem dos Príncipes da Araucania.

Condecorado com a Legião de Honra, o Príncipe Philippe sempre lutou em defesa dos índios da nação manpuche, que vivem na Araucania. Sua Alteza levou o clamor dos índios aos quatro cantos do mundo chegando até às Nações Unidas, motivo pelo qual foi banido das repúblicas do Chile e Argentina, exercendo um governo de exílio em território francês. 

O funeral do Príncipe será realizado esta semana, em Tourtoirac, onde está sepultado o Rei Orélie-Antoine. Todos os anos, lá são realizadas cerimônias com a presença de índios manpuche.

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